domingo, 6 de maio de 2018

Despido




Meu olhar está nu
Foi despindo-se ante cada ato
Nesse teatro diário de imoralidade
Que ganha estatu de eternidade
Minha face está corada
A cada manchete escancarada
Que leio ao início de cada jornada
Uma mais absurda que aquela mostrada
Meu ser está intrigado, indignado
Revoltado, planando sem chão
Pois em cada esquina um ladrão
E no poder a rapinagem em ação
Que até já quebrou nossa Nação
Minha visão está turva e pasma
Ante a banalidade da criminalidade
A ausência ou incompetente autoridade
E o bandido tal formiga ou mosquito
Pontuando em toda localidade
Atacando, assaltando, matando em toda cidade
Minha cidadania esquenta e evapora
Tal como água nessa medonha fervura
Onde a violência tem alta temperatura
E o projétil apaga, abala a ternura
O Brasil está completamente despido
A vergonha, a moral
Foram bem ali passear
Pois tiram-lhe as suas cores
Deixando-o de luto a chorar
Órfão de autoridade séria e isenta
Sem nenhuma vela acesa
Para seu féretro processar
Pois o óbito se aproxima está para chegar
E assim como mendigo
A sepultura vai baixar.
Lúcio Reis

Belém-PA. Brasil em 05/05/2018.

domingo, 8 de abril de 2018


Leveza no ar
Hoje 08 abril 18, creio haver esse sentimento
Para grande parcela desta sociedade
Que não pactua com a impunidade
Independendo quem seja o autor do ilegal comportamento

Na incerteza do desfecho a razão
O vai e vem das judiciais impetrações
Geraram nervos expostos  e indignações
Truculências e tanta destruição

A radicalização e cada apetrecho para a ação
Na mente, na decisão e na mão
Dos inconsequentes que destroçam a união
Fazem o sangue escorrer pelo asfalto, no chão

Delinquentes na esquerda, meio ou direita
Não importa seu nome ou se sigla perfeita
É a aplicação da lei que endireita
E o isolamento é a busca dessa colheita

Não é possível não ver e olhar
É corrupto em todo lugar
Onde há erário, há corrupção a surrupiar
E o pior, quando há preso, vem logo a liminar

Libertam delinquentes de um olho, o piscar
Incentivando o cometimento do crime a não parar
Fica parecendo que o ato de roubar
É obrigação para quem se dispõem a governar

A Nação já viveu outras esperanças
Quando o mensalão acendeu esse clarão
Vibrou com o brilho no olhar como crianças
E dia apos dia o presente era de desilusão

De lá para cá é bandido, bandido em cada região
Atuam e surgem como maléfica doença
Destruindo vidas, esperanças e sonho de criança
Como tsunami arrazando esta Nação

Ontem,mais uma vez, riscou-se no céu azul do Brasil
Rastro de nova esperança para este povo varonil
Rota de tráfego São Paulo/Curitiba no ar
Oxalá seja o nascer de mudanças e à Pátria o forte amar.
Lúcio Reis
Belém do Para – Brasil em 08/04/2018.



terça-feira, 27 de março de 2018


O Presidente do ovo

É! Isso é novo na politica
Antes nada de ética
Toda mentira era contada
E muita lorota no palco falada
Até então era tudo normal
Enganar, prometer e não cumprir
De vereador a senador eis o roteiro eleitoral
Mas essa rotina começou a ferir
A dignidade do eleitor
Ao perceber e ter certeza
Do politico a má conduta com toda frieza
Entendendo que esta sociedade
É formada por ente com imbecilidade
Mas que, no entanto teve inicio no sul
Neste março todo azul
Repudiando o objetivo vermelho
Desse costume já muito velho
E sem mandar recado
Resolveu pedir emprestado
Algumas dúzias de ovos
Que foram pessoalmente atirados
No ex presidente e sua comitiva
No ônibus e no palanque ao discursar
Propagando a antiga fala aflitiva
Pretendendo outra vez tirar proveito
Objetivando em outubro ser eleito
E terminar de afundar a Nação
Em companhia de sua partidária facção
Que ainda não esta na prisão
Mas lula com ovo é prato à indigestão
Porém do Brasil a libertação
Deste povo a saudável satisfação.
E para eles o fim da língua presa e sua reiterada enganação.
Lúcio Reis.
Belém do Pará – Brasil em 26/03/2018

  

segunda-feira, 5 de março de 2018


Nação da Superação, ou sem Noção

O Brasil superou a intervenção
Por alguns dias viveu sob preocupante tensão
O desemprego batendo-lhe no portão
A violência fuzilando o cidadão

Mas o Brasil é otimista Nação
Seu povo tem enorme coração
Sua bondade e comovente oração
Faz corrente e fortalece a união

Os poderes transbordam corrupção
Os desocupados ainda são 12 milhões
E a sociedade vibrando em oração
Mãos postas rogando positivas soluções

Eita povo estranho ou esquisito
Parece ter cérebro de mosquito
A pesquisa diz o inacreditável
Sim ao politico mau carater indisfaçável

Mas é bom que eu não me estenda
Se não perdemos o foco, e não se compreenda
Todo o acima foi preâmbulo de brisa no mar
Quiz mesmo falar do olhar do povo para o dedo do Neymar

Ou seja: superamo-nos na escolha
Optamos pelo secundário, simples bolha
E o relevante e de interesse de muita gente
Fica para o nunca e prossigamos ignorantes

Lúcio Reis
Belém do Para- Brasil em 05/03/2018.



sexta-feira, 2 de março de 2018


Vaidade!
Sabe-se sem hesitação
Mesmo que se pareça ilusão
Talvez, até como senão
Desde sua criação e aparição
Ser inerente ao ente humano
A vaidade, lógico salvo engano
É característica de exibição
Quem sabe de autopromoção
Por sorte há a humildade
A contra-por essa realidade
Em milhares de personalidades
Tanto abastadas, classe alta ou não
Chefes, diretores ou patrão
No entanto, também em mero cidadão
Mas não resta dúvida irmão
A vaidade com ou sem gravata
Em inúmeras vezes é causa ou razão
Que agride, humilha e maltrata
Atropela direitos e desencaminha solução
Sem falarmos da discriminação
Testemunhamos a propósito e recentemente
A vaidade exacerbada naturalmente
Por agente público republicano
Com sua vaidade, originando dano
Sendo vítima a nossa cidadania
No contexto de uma grande Nação
Transbordando todo dia vilania
Pois entre nomeação e destituição
Há uma incerta solução e certa paralização
E tudo fico sabido em função
Da grande vaidade de agente sem noção
Percebe-se na personalidade a maquiagem
A dizer eu posso, eu sou a autoridade
E óbvio, todos dir-me-ão amem
Chefio e com retaguarda, mesmo que sem dignidade
Fui indicado por relevante homem público
Podem protestar, para que austeridade?
Sou de sua relação e não complico
Mando, falo por que posso
Arrisco, digo e jogo o laço
E ao fim serei privilegiado
Vou para Europa com benesses presenteado
Por toda sociedade custeado
Lúcio Reis
Belém do Pará – Brasil em 02/03/2018


terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Cidade Maravilhosa?

Será que dá para cantar em prosa?
É possível dela falar em verso e rima?
Mesmo vendo que a bala oferta lágrima
E o samba propala alegria gostosa

Quanta contradição carioca cidadão!
Que novela trágica de destruição!
Folhetim de tristezas e sofrida desolação
Parecendo sem fim e sem solução

Violência que sobe e desce o morro, circula na favela
Como dantesca e horripilante novela
Onde o sangue não é de ficção
Eis mais uma criança estendida no chão

O refrão é de fácil composição
Acredite na segurança do Pezão
Praticando corrida desesperada na areia
Na direção ao mar em busca do milagre da sereia

Mas se preferir corra para o asfalto
Caso uma bala não lhe oriente
Pegue na estação o expresso para o ocidente
Antes que lhe cantem: isto é um assalto

Mas há farda na avenida, sim senhor
Afirma S.Excia., o governador
Porém, há mais bandido exímio atirador
Do que sua tropa de elite, faz favor

A Cidade Maravilhosa, é mesmo linda?
No entanto, está mais para um paredão
Turista tem nela sua vida finda
Fuzilado pelo menor delinquente e pelo pivetão


E não adianta a imprensa mostrar
É só esperar, o filme inteiro vai se reprisar
Pois a autoridade vive a se justificar
Por suas lambanças nos processos a tramitar

Mas não há que esquecermos Salvador
Ali na Bahia, há anos é tudo igual meu rei
Camarotes, massa desnorteada,abada da folia no corredor
Tem água e assalto, olhando o Rio é tal  qual, falei!

Alguns dirão não ser eu bom da cabeça
Outros diagnosticarão ser eu doente do pé
Lembrando o que canta a antiga canção
Gosto de samba mas, não perdi o instinto de auto preservação.

Cidade Maravilhosa, tal qual uma rosa
Teu cheiro de mar, liberdade, festa e celebração
Foram substituídos pela bandeira branca da lamentação
Ante a realidade inconteste de sua triste e real situação
Lúcio Reis

Belém do Pará-Brasil, em 13/02/2018.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Fotografias e o Tempo

Vamos observar e concluir
Serve à todos nós o que vou construir
Nesta composição de lembranças
Desde nossas idades como crianças

Rassalve-se os casos intrigantes
Pelas escolhas nada inteligentes
Que aqui também serão referidos
Como comparações dos outros lados

Abre-se a porta da humanidade
Chegamos e entramos pela social
Sem batermos, pois a todos é igual
Excetuando-se o tipo do lar e sua humildade

O sol aquece sem separação
Muda-se a cor do cabelo sem segregação
O oxigênio é ofertado sem limitação
Serve ao casebre ou o palacio com ostentação

A criança chega e é fotografada
Sua coleção de fotos é aumentada
Desde sua juventude é até filmada
E já adulta também é gravada

Hoje de modo amplo e sem restrição
Todos são operadores em ação
Fotográfos, diretores e também atores
De seus momentos de festa, dores e amores

Nas mídias sociais os sorrisos estampados
Os instantes mais relevantes são gravados
Seja onde for, seja o cenário natural ou não
O relevante é na telinha a aparição

Corre o tempo, somam-se os luares
Praias, praças e inesquecíveis lugares
Festejos, passeios e reuniões familiares
Momentos comuns e outros singulares

Segue o tic tac do relógio sem alterações
No circular dos ponteiros pontuando emoções
O pulsar do coração do nascente ao poente
A idade avançando no oriente ou no ocidente

Até que num dia qualquer, sem distração
Podendo ser num domingo preguiçoso
No seu lar, tranquilo e sem noção
Toma-se o albúm de fotos e se inicia a projeção

Em câmara lenta você faz a avaliação
Percebe que o cabelo mudou em total a coloração
Em todos o grisalho é a tonalidade
Certificado da dita e propalada melhor idade

E então você analisa a cor
Conclui que para muitos é a do respeito e pudor
Porém, a outros tantos da vermelha vergonha
E a estes o testemunho a noite fica na fronha

O cidadão ocupa qualquer função
Da mais simples até presidente da nação
Seu caráter dirá qual sua adjetivação
Honesto, competente, ou corrupto e até ladrão

A moldura da história é que a trajetória ditará
A foto histórica amanhã falará
Às gerações posteriores quem foi o ente
Probo, útil, trabalhador, ou só um indigente

 Por isso ao longo da jornada
Cada um opta pela porta de saída
Muitos sairão pela mesma porta da entrada
Sem deixar a descendência envergonhada

Porém, muitos fugirão pela porta dos fundos
Com curriculum sujo e registros imundos
O nome familiar razão de vergonha e gozação
Pois foram atores no palco da corrupção

E então, é assim que se constroe uma nação
Enquanto alguns com amor a trazem no coração
Outros a pisoteiam em função de cada condenação
Pois a vida inteira foram almas  indecentes e de ladrão.

Lúcio Reis

Belém do Para – Brasil em 04/02/2018.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Megalomania e ou sem noção

Deixo de fazer a minha opção
Fica a seu critério a classificação
Sei qual será, caso seja petista
Se não, esteja livre e trace a pista

Pensei em compor uma crônica amena
Sem escrever termos fortes ou contundentes
Em seguida, conclui não valeria a pena
E por isso escolhi criar sem faca nos dentes

Depois veio a escolha do título à esta composição
O encontrei no teor do discurso do agora apenado
E ouvindo essa topeira com microfone na mão
Optei por megalomania sem qualquer noção

Ouvindo cada frase com atenção
Sem ser médico, jurista ou mesmo vilão
Fica fácil compreender sua atual situação
E lá atrás já seria óbvio, prever sua prisão

É apenas uma questão de semeadura
Arar o chão da ignorância madura
Plantar em cabeças vazias sem noção
Idéias absurdas que não floresceram em qualquer Nação

A oratória é forte e convincente
Leva cada ouvinte
Quem sabe, a emoção comovente
Mas no resumo, só há indigente

Não é preconceito, pode crer!
É indigente pela pobreza do não ler
Ou se leu não soube compreender
Se não leu, foi espuma no mar do saber

Foi assim contam, por aí os compêndios
Com alguns enlouquecidos e seus tédios
Depressivos, isolados em seus devaneios e ilusões
Sob aplausos de mãos vazias e dedos sem noções

Embriagado pelo sonho do eterno poder
Sem estrutura de cabedal para o concorrer
Apoiado nas bajulações e nos objetivos do apenas ter
Esqueceu que antes vem e está o ser

Ser digno, verdadeiro, ter noção e um pouco de saber
Saber respeitar limites do social viver
Respeitar convenções, costumes, códigos e cada artigo
E publicamente o não proclamar: nem os ligo!

O discurso nos remete ao passado
Triste, impiedoso, maligno e cruel
Seres humilhados, clã asfixiado e trucidado
Na câmara de gaz o exterminar sob fel

Historicamente mais uma construção mentirosa
Trilhando passos numa estrada enganosa
Areia movediça tragando consciencia esperançosa
Do dispor de um jardim florido com linda rosa

Porem, foi é e será esse o ocaso
De quem se proclama o mais honesto, o salvador
Conduzindo seu povo ao sabor
Da enganação, mesmo sabendo de seu fracasso

Não mencionei o nome de ninguém
Ilustrei com o vídeo a passagem
Da estupida balela na linguagem
Como quem falou ante plateia na pastagem

Com todo respeito faço esta postagem
À servir de chamamento de atenção
Sem preconceito com quem fecha a visão
Obstrui a audição ou apenas acredita em visagem
Lúcio Reis
Em Belém do Pará . Brasil em 02/02/2018




domingo, 31 de dezembro de 2017

Acabou!

Sim, terminou!
Outro ano se foi
E o que se testemunhou?
O que a tela mostrou?
O que a manchete no jornal escancarou?
Pelo mundo afora
Bombardeio, destruição
Nos becos mentais a crença
No estreito da personalidade
A fé ou a religiosidade
À conduzir útil mas pseuda esperança
Como que no agora
Não houvesse razão à construção
So o explodir o irmão
Entre nós no Brasil
Ainda a praga da corrupção
Prospera a cem e vai a mil
O cinismo no poder
É a máscara da traição
Ao inocente útil cidadão
Com o título de eleitor na mão
É conduzido ao seu cadafalso
No seu diário passo a passo
A crer em seu algoz
Engravatado, desde o oceano até a foz
Com seu deliberado pretender
Mentiroso e voluntário querer
Em afundar a Nação
No precipicio da estupida destruição
Dos valores morais e legais
Pisoteados pelas personalidades imorais
Quando questionados plos canais
As justificativas, explicações ou saídas
São monstruosidades abortadas
Ou por línguas viciadas, paridas
Por cabeças enbranquiçadas
Personalidades contaminadas
Em paletós disfarçadas
Como que austeras e muito preocupadas
Com o bem estar do cidadão
Que o mesmo tenha o bem comum à mão
Mas no resumo não passam de aloprados
Eufemismo para outros termos não serem empregados
Pois no fim eles têm apenas a pretensão
De se manterem no poder
Pousar de sábia e competente autoridade
Mas seu curriculum ao se ler
Apenas irá mostrar cabeça indigente
Com os interesses gerais negligente
Mas 2018 pode ser de renovação
Que já tehamos aprendido a lição
Ante abundante traição
Criminosos de toda qualificação
E assim saibamos votar
Os atuais políticos trocar
Mandá-los para qualquer outro lugar
Longe dos parlamentos aqui, ali ou acolá
E nessa ação iniciarmos outra construção
Antes que venha total destruição
O Brasil seja destruído, derrotado
De norte a sul, leste a oeste acabado!
Lúcio Reis
Belém do Pará-Brasil
Em 31/12/2017.





domingo, 1 de outubro de 2017

Evolução da espécie

Somam-se no tempo os dias
Natal, ano novo folias
Chegam novidades
A cada somar das idades

As relações naturais
Macho e fêmea ditas normais
Casamentos chiques, monumentais
Eram capas de revistas, jornais

Famílias de nomes tradicionais
Evitavam alianças com o simples cidadão
O combinado era manter o brasão
E afastados a plebeia e ou pobretão

Mas tradições foram sendo descartadas
Os homens passaram a namorar homens
E mulheres tendo outras como amadas
E as proles serão todas adotadas

Ou então entra a proveta na relação
A descendência tem continuação
Tudo superado sem atribulação
E não sera arranhada a união

Lógico houve o choque esperado
O que diz a ciência foi mudado
Sem aviso prévio foi alterado
Mas com o tempo tudo vai sendo acomodado

Amanhã o escrito nos contará
Sobre a consequência que nascerá
Que qualidade de sociedade haverá
E o convívio entre pessoas como será

Hoje já podemos contar ser normal
Macho e macho, fêmea e fêmea tudo natural
A dedução lógica e real
É afirmar sem receio de errar: a humanidade é homossexual!
Lúcio Reis

Em 01/10/2017