sábado, 24 de junho de 2017

Maioridade Cardíaca

24 de Junho data marcada
Dia de muito agradecer
Mesmo que a mente esteja calada
Pois é dia especial para meu ser

Há 18 anos nesta hora eu repousava
Monitorado num leito do CTI no INCOR
Contando cada minuto que passava
Enquanto o corte no coração cicatrizava

Ali foi-me implantada uma prótese no coração
A válvula aórtica sofreu substituição
Seu funcionamento ameaçava minha existência
E tudo só se complicava, estava próxima a falência

Por isso hoje celebro a maioridade
Mesmo que o coração já seja idoso em sua idade
Mas ainda sonha com total liberdade
E para todos a plena igualdade

É verdade sou útopico, insistente
Sonhador e inquieto escritor
Não desisti ante aquela dor
Vou em frente a compor à toda gente

Ainda amanhecerá o dia sonhado
Os indignos desfilarão acabrunhados
Solitáros e quem sabe enjaulados
Pagando pelos crimes perpetrados

Veremos o humilde sorrindo
A criança pobre livre brincando
O jovem alimentado, satisfeito estudando
E nosso futuro brilhante construindo
Lúcio Reis
Belém do Pará

24/06/2017

sábado, 10 de junho de 2017

Interrogação


O Planalto é uma interrogação 
Não tão difícil de interpretação 
E de fácil resposta sem hesitação
Pois em seus corredores
Parece encerrar circo de horrores
De indecentes atores e odores 
Sai a Presidente entre o Vice
Mas está encerrado na lide
Vícios e comportamentos 
Que escurecem estes momentos
Sobre tapetes palacianos
Nada sóbrios ou ufanos 
Ontem foi o Bessias 
Naqueles nebulosos dias 
Portando intrigante nomeação 
Para obstar possível prisão 
Do companheiro ex presidente
Vivendo idas e vindas em xeque mate
Agora foi um deputado amigo
Do atual Presidente, bem próximo
Com gabinete contigo
No terceiro andar palaciano
Com comportamento nada franciscano
Como office boy maratonista
Puxando maleta recheiada 
Não de decreto de faixada
Nem de papéis de cartunista 
Mas de meio milhão de propinodouto 
Dinheiro escorrendo por sujo duto 
Deixando todos de face inchada 
Ante o tamanho da bofetada
O sujeito era deputado federal
Dá para crer nesse ato imoral
Absolutamente desleal
Concreta traição ao voto eleitoral
Mas essa é face atual
De nosso País sem igual
Em belezas e riquezas naturais
Mas em seus poderes muitos marginais 
Por isso no momento da votação
Vamos apagar toda interrogação
Não reelegendo nenhum candidato
Portando mandato na mão
Ou prossigamos com mesma interrogação 
Lúcio Reis 
Belém do Pará 

09/06/17.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Voltando a Falar de Imoralidade

Cumpre-me a obrigação
Com responsabilidade de cidadão
Retornar ao tema com indignação
E dizer-lhes nesta composição
Pelo visto e o mostrado na televisão
É o auge da destruição
Corrupção a 100 graus, total ebulição
Pseudônimos ou mesmo apelido
Dardo forte e certeiro
Neste povo já ferido
Por seu algoz, de mente que mente
Espetáculo sujo e deprimente
De cada cérebro indegente
Frase que se repete
Mas é verdadeira minha gente!
Em cada politico eleitoreiro
Egoísta, com tino de bandoleiro
Mas, pelo inocente é votado
Mil vezes na urna escolhido
Para jogá-lo no desfiladeiro
E ainda assim todo faceiro
Vota, torna votar no ilusionista preferido
No mágico engravatado
E mais! Aplaude o bandido querido
E nessa toada
A Nação mergulha e afoga
Lenta, não vem a salvação pela toga
Não a traz a liberdade, a tona
E assim tudo vai a lona
O picadeiro gargalha
Nele de gravata, o canalha
Pois na platéia o palhaço
É quem clama
Ate mesmo por uma palhoça
Posto que do tablado vem a lama
Que ao povo sufoca
O salário o estado parcela
Os incompetentes seguem na direção
O vazio ecoa na panela
Enquanto o erário brilha
Nas jóias, iates da quadrilha
Mas da manjada corrupção
Ninguem fecha a cancela
E o mais fraco
Como sempre e desde então
Caindo de desnutrição
Pois no bolso falta cada tostão
E no fim do tunel mais escuridão.
Lúcio Reis
Escritor-Contista e Poeta
Belém,Pa. Brasil
Em 19/12/2016.


segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Canalhas!

Não é que haja falhas
Nem presteza abundante
Ou talvez justiça titubeante
O que se tem mesmo, são milhares de canalhas

Abre-se o noticiário e atentos observamos
Os bandido das manchetes matutinas
Já são outros nas leituras vespertinas
Canalhas, canalhas é o que constatamos

A quantidade de bandalhos
E suas vigarices em cada hora diária
Multiplicam-se tal qual mosquito da malaria
São milhares de canalhas, tal ramos e galhos

Canalhas ali, outros tantos acola
Comparando-se fumaça negra de caminhão
Desregulado escapamento há muito sem manutenção
São milhares metendo a mão no erário da escola

É delação em dobro de canalhas
Uma com nome de batismo e outra com codinome
Em via pública chame-os com mega fone
Eles são centenas e milhares nas planilhas

Resta a sociedade não dar trégua
Apoiar as ações com a justa régua
Do cidadão há muito massacrado
Por cada canalha, também mascarado.

Lúcio Reis
Belém, Pa – Brasil

Em 19/12/2016 

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Fim!
Quando o sol se auto torrar
Aqui o frio a tudo queimar
O mar, quem sabe, totalmente evaporar
E cada rio morrendo secar
De nada adiantará o homem chorar
A humanidade arrependida se lamentar
Pois sua teimosia no mero destruir
Levou tudo a ruir
Então ser-lhe-a a fatura apresentada
Para proporcional ao dano ser quitada
Quem sabe até volte a sorrir
Caso pelo menos um casal restar
E condições manter de gerar
Fazer novamente a vida humana respirar
A terra  rehabilitar
Seu solo cultivar
Recomeçando mais uma vez a lida
Com a lição devidamente aprendida
E flores voltem a brilhar
Perfumando o ar, ofertando o limpo respirar
E a magia da vida cantar
E o fim de tudo outra vez adiar
Lúcio Reis
Belém do Pará. Brasil
Em 30/11/2016

domingo, 20 de novembro de 2016

Consciência Negra

Soa estranho, inadmissível
Verdadeiro mas, incompreensível
Por ser, sentimento invisível
As vezes aflora é se concretiza
Porém, nada é justificável
Quando até se profetiza
Mas será sempre abominável
Quem sabe,  para alguns até normal
E ainda, mesmo indispensável
O ser humano é intrigante
As vezes pode ser muito nocivo
E ser posto a distancia é recomendável
Na natureza está a lição
Com belíssima comparação
O arco iris, sim senhor
Não reflete única cor
Nos jardins as flores, todos vemos
Não há apenas as amarelas
Ou somente as brancas
Lá até há as vermelhas
Os irracionais e ferozes
É sabido, dividem-se em raças
Mas caçam na mesma praça
Jamais brigam ou se agredim
Em função da cor do couro
Seja fraco ou seja um touro
Apenas nós, os racionais
Brigamos por tudo e até por atos banais
Estupidamente praticamos a segregação
Independente da religiosa orientação
Apagamos da mente a cristã lição
Da fraterna união
No entanto, na hora da agonia
Quer seja noite ou de dia
Havendo necessidade de doação
De  algumas gotas de sangue para salvação
Para curar algum mal em destruição
Do físico, da vida e do vital órgão
Ah! O negro o amarelo é o irmão
Não há mais o preconceito a segregação
Pois como o branco ou qualquer raça
O sangue humano é igual em qualquer nação
No fator Rh e na tipagem
Independente da linhagem
Mas o preconceito não vai acabar
Ele é um terrível mal
De origem, sabe-se de quem ou de onde
Posto que universal
Em alguns passa a ser até mesmo um mau
Até hoje não foi descoberto o reméio
Pois estupidez, quem sabe, ou talvez
Jamais haverá a cura
Mesmo pela medicina cheia de alvura
Ou pela criação de remédio ou receita escura
Pois concluo é defeito de produção
Comportamento de mente ou caracter que tropeçou
Caiu e deu com de cabeça num duro chão.
Lúcio Reis
Em 20/11/2016
Belém do Pará-Brasil



sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Mimado

Menino mal criado
Cheio de birra o danado
Fez tolice em público
Queria brinquedinho lúdico

Nariz encatarrado
Remela no olho arregalado
Batendo as pernas o malvado
Oh! Garotinho mimado

Esperneou cheio de manha
Coberto na maca pelo lençol
Cabeça sobre a fronha
Contorcendo-se como anzol

Não queria ser transferido
Para Bangu seu destino no passeio
Coitadinho, um garotinho todo ferido
Sob o choro da filhinha como anseio

De medo poderia estar urinado
Mas quem sabe, todo defecado
Pois são valentes na cadeira do poder
Covardes quando não podem correr

Dizem seus defensores
Bangu não reuni condições
Mas ele e a esposa foram administradores
Logo, não cumpriram suas missões

É bom, aliás muitíssimo bom
Que da fruta por eles plantada, o tom
Sintam o sabor da inconsequente governança
Que disseram ao povo, seria a mudança

Um dia é da caça
Mas muitos dias são do caçador
O povo há décadas vem sendo caçado
Mas agora caiu um atirador

Lúcio Reis
Em 18/11/2016
Belém,Pa-Brasil


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Inventor da Partida 

É possível afirmar
Que da partida, o inventor
Por certo não foi um doutor
A receita da cura esqueceu de entregar

Talvez então, ignorasse a dor
Que uma separação a todos  traz
Pois algumas não passam jamais
Vá a onde se for

Partida implica em distancia, vazio
Apenas tudo fica na lembrança
E quando não há mais nenhuma esperança
O nada, apenas boia na corrente de um rio

Segue para o nada e sem retorno
De cada lágrima é um triste adorno
E quando  os olhos secam para eternamente
Quem sabe a partida se acabe finalmente

Lúcio Reis
Belém,P-Brasil
02/11/2016


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

PF e Mais Operação

Os crimes não cessam
As operações se renovam
A Policia Federal não pára
Toda manhã é dia de prisão
A cada amanhecer tem condução
Eita Brasil farto de corrupção
Tem desvio no norte
Falcatrua das grandes no leste
Bandidagem soberba no sul
Levar vantagem no oeste
É “tubarão” no Território Nacional
Valha-nos Deus, cheira muito mal
Bandido levado para depor
Corrupto preso temporariamente
Mal feitor conduzido coercitivamente
Delinquente detido preventivamente
Parece colméia ou formigueiro
Filme de faroeste cheio de bandoleiro
Ninguem saca o colt ou o 38
Mas a Federal prende um, surge 108
A caneta e o tráfico de influencia são as armas
Todos pousando no pódium de suas famas
Tem politico, empresário e funcionário
Cada um sujando a mão no erário
Afinal a bandidagem tem status e pouse
Até que todos mergulham em suas lamas
Carrascos cretinos desta Nação
Aniquilam os mais fracos com o pé, com a mão
E por isso mesmo, que apodreçam na prisão
E nesse refrão
Vamos esperar, amanhã tem mais operação.
Lúcio Reis
Escritor-Contista e Poeta
Belém, Pa. Brasil em 19/10/2016


 

 


 

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Médico
Gostamos mesmo é do título doutor
No subconsciente, quem sabe, a convicção
Ele vai retirar de mim qualquer dor
Vou voltar a sorrir, dançar e cantar de emoção

Doutor, tem tudo a ver, claro, com sarar
As lágrimas secar e o incomodo acabar
E então a vida com saúde celebrar
A ele todo a gratidão apresentar

Por isso este 18 de outubro há que ser muito legal
Sempre há um doutor contra o mal
Receitando, operando, aconselhando e salvando

Que importa se a ele o paciente siga voltando
Outra vez mais se queixando
Mil vez mais o doutor seguirá receitando e curando.
Lúcio Reis
Escritor-Contista e Poeta
Belém-Pa. Brasil -18/10/2016