sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Sinecura Ameaçada
Pelo visto a meta está traçada
A sentença já foi lançada
A pista dia a dia roçada
A traição sentindo-se ameaçada
Coloquemos então no ar a interrogação
Porque a Bolsonaro a rejeição?
Pergunta infantil e até sem noção
Já que, antes falei da ameaça em ação
Respondendo a pertinente indagação
A sociedade não pede o fim da corrupção?
Não é isso que se lê e vê na social comunicação?
Todos sabem que no meio abunda o ladrão
O brasileiro tem plena ciência que esta Nação
É diariamente saqueada a exaustão
Jatinhos, auxílios, carrões e mordomias mais, a disposição
Estamos há poucos dias da eleição
Hora e vez do sério e responsável cidadão
Que tem um olho no presente e ao amanhã melhor visão
Quem em sã consciência pode acreditar
Candidato carregando processos vai tudo mudar?
Postulante de ontem e suas mentiras vão transformar?
Basta o cidadão naturalmente observar
Os mesmos patifes em nada mudaram suas campanhas
Estão com as mesmas artimanhas
Há quem até mudou as manhas
Hoje agridem, invadem lares
E até subtraem indevidamente celulares
Caminhar no subúrbio, sorrir e acenar
O inocente bobo da baixada abraçar
Com o enganado eleitor fotografar
E então o filme todo em reprise
Os antigos e mesmos deslizes
Volta o educadinho do falar manso
Há o aloprado, agressor destemperado como ganso
Há o regra 3 substituto que nem a si representa
Tem a que aparece de 4 em 4 anos como cometa
Há o que se diz ser o sempre chamado que inventa
E mesmo assim o desemprego só aumenta
O interessante é que a ladainha é sonolenta
Eles declaram pensar no melhor para o Brasil
Então por que não há união e esqueçam o fuzil?
A realidade é que há os comunistas
Suas foices e martelos nas conquistas
Sempre trazem a destruição e a pobreza se avizinha
Transformando o pobre em ave da rapina
Vejam o que ocorre na Venezuela, Cuba e demais vermelhos
Os zumbis famintos, famílias inteiras fugiram em grupelhos
E o derramar sangue é reflexo nos espelhos
Por aqui é toda a mesmice em cada lugar
Independente da cadeira a disputar
Porém, há no páreo o possível mudar
Basta do dito popular, agora lembrar
Árvore frutífera é que recebe pedrada
Na politica ela pode e foi esfaqueada
Por isso, há uma luz a pretender brilhar
A escuridão sufocante desta Nação iluminar
Já foi visto, muitos não vão nem um pouco gostar
Outros tentam dar rasteira boicotar
É justo, sem dúvida, o espernear
Pois a sinecura vai acabar
O brasileiro voltará a sorrir
Sob a batuta do Jair
O Brasil irá progredir
Messias Bolsonaro a imoralidade vai implo ou explodir
E do País do futuro no presente já vamos existir
Ah! Caso não dê certo essa programação
Em 2022 para o Jair mostramos um red cartão
Lúcio Reis


Belém do Pará-Brasil, em 14/09/2018

sexta-feira, 31 de agosto de 2018


Transformação

Lá atrás, no tempo lavrou
O compositor brasileiro criou
O povo feliz se emocionou
E a sociedade cantou

De zinco era o feliz barracão
O Herivelton o floriu de estrelas e emoção
Pois como bela e sensível oração
Fez chorar cada coração

O tempo mudou, ah! A ilusão!
Chegando lenta a triste transformação
Foi ao chão o lindo barracão
E no seio familiar a desolação

A “felicidade” do arranha céu
Em seu momento de vagar ao léo
No morro foi se instalando
E muito mais pertinho do céu estando

E a tão perto chegou, em cada dose
Que não mais conseguiu descer
E pela escada do pó a overdose
Subiu para não mais viver

Hoje a alvorada sonora
Não tem mais canto canora
A passarada o céu cruzando
Vem do “bico” do AR-15 metralhando

E ao anoitecer a prece que se lê
Que não haja mais projetil perdido
Que não morra mais um ente querido
Cessando a guerra que não se quer mais ver 

Os morros são o exemplo real
Com o que pode vir a ser fatal
Para nossa Nação logo mais
Caso não cortarmos na raiz o mal

Nosso País está na ambulância
A caminho do hospital ante da petulância
Dos mesmos abutres rondando o Paciente
Em busca do alimento à sua ilimitada ganância

Abramos os olhos e apuremos o discernimento
Escolhamos o bom comportamento
Eliminemos sem dó os sem noção
Coveiros corruptos que enterram esta Nação
Lúcio Reis
Belém do Pará-em 31/08/2018.




domingo, 6 de maio de 2018

Despido




Meu olhar está nu
Foi despindo-se ante cada ato
Nesse teatro diário de imoralidade
Que ganha estatu de eternidade
Minha face está corada
A cada manchete escancarada
Que leio ao início de cada jornada
Uma mais absurda que aquela mostrada
Meu ser está intrigado, indignado
Revoltado, planando sem chão
Pois em cada esquina um ladrão
E no poder a rapinagem em ação
Que até já quebrou nossa Nação
Minha visão está turva e pasma
Ante a banalidade da criminalidade
A ausência ou incompetente autoridade
E o bandido tal formiga ou mosquito
Pontuando em toda localidade
Atacando, assaltando, matando em toda cidade
Minha cidadania esquenta e evapora
Tal como água nessa medonha fervura
Onde a violência tem alta temperatura
E o projétil apaga, abala a ternura
O Brasil está completamente despido
A vergonha, a moral
Foram bem ali passear
Pois tiram-lhe as suas cores
Deixando-o de luto a chorar
Órfão de autoridade séria e isenta
Sem nenhuma vela acesa
Para seu féretro processar
Pois o óbito se aproxima está para chegar
E assim como mendigo
A sepultura vai baixar.
Lúcio Reis

Belém-PA. Brasil em 05/05/2018.

domingo, 8 de abril de 2018


Leveza no ar
Hoje 08 abril 18, creio haver esse sentimento
Para grande parcela desta sociedade
Que não pactua com a impunidade
Independendo quem seja o autor do ilegal comportamento

Na incerteza do desfecho a razão
O vai e vem das judiciais impetrações
Geraram nervos expostos  e indignações
Truculências e tanta destruição

A radicalização e cada apetrecho para a ação
Na mente, na decisão e na mão
Dos inconsequentes que destroçam a união
Fazem o sangue escorrer pelo asfalto, no chão

Delinquentes na esquerda, meio ou direita
Não importa seu nome ou se sigla perfeita
É a aplicação da lei que endireita
E o isolamento é a busca dessa colheita

Não é possível não ver e olhar
É corrupto em todo lugar
Onde há erário, há corrupção a surrupiar
E o pior, quando há preso, vem logo a liminar

Libertam delinquentes de um olho, o piscar
Incentivando o cometimento do crime a não parar
Fica parecendo que o ato de roubar
É obrigação para quem se dispõem a governar

A Nação já viveu outras esperanças
Quando o mensalão acendeu esse clarão
Vibrou com o brilho no olhar como crianças
E dia apos dia o presente era de desilusão

De lá para cá é bandido, bandido em cada região
Atuam e surgem como maléfica doença
Destruindo vidas, esperanças e sonho de criança
Como tsunami arrazando esta Nação

Ontem,mais uma vez, riscou-se no céu azul do Brasil
Rastro de nova esperança para este povo varonil
Rota de tráfego São Paulo/Curitiba no ar
Oxalá seja o nascer de mudanças e à Pátria o forte amar.
Lúcio Reis
Belém do Para – Brasil em 08/04/2018.



terça-feira, 27 de março de 2018


O Presidente do ovo

É! Isso é novo na politica
Antes nada de ética
Toda mentira era contada
E muita lorota no palco falada
Até então era tudo normal
Enganar, prometer e não cumprir
De vereador a senador eis o roteiro eleitoral
Mas essa rotina começou a ferir
A dignidade do eleitor
Ao perceber e ter certeza
Do politico a má conduta com toda frieza
Entendendo que esta sociedade
É formada por ente com imbecilidade
Mas que, no entanto teve inicio no sul
Neste março todo azul
Repudiando o objetivo vermelho
Desse costume já muito velho
E sem mandar recado
Resolveu pedir emprestado
Algumas dúzias de ovos
Que foram pessoalmente atirados
No ex presidente e sua comitiva
No ônibus e no palanque ao discursar
Propagando a antiga fala aflitiva
Pretendendo outra vez tirar proveito
Objetivando em outubro ser eleito
E terminar de afundar a Nação
Em companhia de sua partidária facção
Que ainda não esta na prisão
Mas lula com ovo é prato à indigestão
Porém do Brasil a libertação
Deste povo a saudável satisfação.
E para eles o fim da língua presa e sua reiterada enganação.
Lúcio Reis.
Belém do Pará – Brasil em 26/03/2018

  

segunda-feira, 5 de março de 2018


Nação da Superação, ou sem Noção

O Brasil superou a intervenção
Por alguns dias viveu sob preocupante tensão
O desemprego batendo-lhe no portão
A violência fuzilando o cidadão

Mas o Brasil é otimista Nação
Seu povo tem enorme coração
Sua bondade e comovente oração
Faz corrente e fortalece a união

Os poderes transbordam corrupção
Os desocupados ainda são 12 milhões
E a sociedade vibrando em oração
Mãos postas rogando positivas soluções

Eita povo estranho ou esquisito
Parece ter cérebro de mosquito
A pesquisa diz o inacreditável
Sim ao politico mau carater indisfaçável

Mas é bom que eu não me estenda
Se não perdemos o foco, e não se compreenda
Todo o acima foi preâmbulo de brisa no mar
Quiz mesmo falar do olhar do povo para o dedo do Neymar

Ou seja: superamo-nos na escolha
Optamos pelo secundário, simples bolha
E o relevante e de interesse de muita gente
Fica para o nunca e prossigamos ignorantes

Lúcio Reis
Belém do Para- Brasil em 05/03/2018.



sexta-feira, 2 de março de 2018


Vaidade!
Sabe-se sem hesitação
Mesmo que se pareça ilusão
Talvez, até como senão
Desde sua criação e aparição
Ser inerente ao ente humano
A vaidade, lógico salvo engano
É característica de exibição
Quem sabe de autopromoção
Por sorte há a humildade
A contra-por essa realidade
Em milhares de personalidades
Tanto abastadas, classe alta ou não
Chefes, diretores ou patrão
No entanto, também em mero cidadão
Mas não resta dúvida irmão
A vaidade com ou sem gravata
Em inúmeras vezes é causa ou razão
Que agride, humilha e maltrata
Atropela direitos e desencaminha solução
Sem falarmos da discriminação
Testemunhamos a propósito e recentemente
A vaidade exacerbada naturalmente
Por agente público republicano
Com sua vaidade, originando dano
Sendo vítima a nossa cidadania
No contexto de uma grande Nação
Transbordando todo dia vilania
Pois entre nomeação e destituição
Há uma incerta solução e certa paralização
E tudo fico sabido em função
Da grande vaidade de agente sem noção
Percebe-se na personalidade a maquiagem
A dizer eu posso, eu sou a autoridade
E óbvio, todos dir-me-ão amem
Chefio e com retaguarda, mesmo que sem dignidade
Fui indicado por relevante homem público
Podem protestar, para que austeridade?
Sou de sua relação e não complico
Mando, falo por que posso
Arrisco, digo e jogo o laço
E ao fim serei privilegiado
Vou para Europa com benesses presenteado
Por toda sociedade custeado
Lúcio Reis
Belém do Pará – Brasil em 02/03/2018


terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Cidade Maravilhosa?

Será que dá para cantar em prosa?
É possível dela falar em verso e rima?
Mesmo vendo que a bala oferta lágrima
E o samba propala alegria gostosa

Quanta contradição carioca cidadão!
Que novela trágica de destruição!
Folhetim de tristezas e sofrida desolação
Parecendo sem fim e sem solução

Violência que sobe e desce o morro, circula na favela
Como dantesca e horripilante novela
Onde o sangue não é de ficção
Eis mais uma criança estendida no chão

O refrão é de fácil composição
Acredite na segurança do Pezão
Praticando corrida desesperada na areia
Na direção ao mar em busca do milagre da sereia

Mas se preferir corra para o asfalto
Caso uma bala não lhe oriente
Pegue na estação o expresso para o ocidente
Antes que lhe cantem: isto é um assalto

Mas há farda na avenida, sim senhor
Afirma S.Excia., o governador
Porém, há mais bandido exímio atirador
Do que sua tropa de elite, faz favor

A Cidade Maravilhosa, é mesmo linda?
No entanto, está mais para um paredão
Turista tem nela sua vida finda
Fuzilado pelo menor delinquente e pelo pivetão


E não adianta a imprensa mostrar
É só esperar, o filme inteiro vai se reprisar
Pois a autoridade vive a se justificar
Por suas lambanças nos processos a tramitar

Mas não há que esquecermos Salvador
Ali na Bahia, há anos é tudo igual meu rei
Camarotes, massa desnorteada,abada da folia no corredor
Tem água e assalto, olhando o Rio é tal  qual, falei!

Alguns dirão não ser eu bom da cabeça
Outros diagnosticarão ser eu doente do pé
Lembrando o que canta a antiga canção
Gosto de samba mas, não perdi o instinto de auto preservação.

Cidade Maravilhosa, tal qual uma rosa
Teu cheiro de mar, liberdade, festa e celebração
Foram substituídos pela bandeira branca da lamentação
Ante a realidade inconteste de sua triste e real situação
Lúcio Reis

Belém do Pará-Brasil, em 13/02/2018.