sábado, 23 de março de 2019


Mar Cela


O mar e sua imensidão
A cela, um cubículo e restrição
O mar liberdade em incomparável expressão
Cela poucos metros quadrados de uma prisão

Ontem o exuberante mar do poder
Com o tripudiar sobre o humilde ser
A arrogância ao lado de desqualificados
Hoje a pobreza exaltada e eles trancafiados

Muito interessante ou mesmo intrigante
Ser o passo a passo do ente viajante
Num minuto trajando-se com o casaco do arrogante
Já prisioneiro no segundo ou minuto seguinte

A liberdade é maior e singular
Vale ouro, é joia cara em todo lugar
Cultivá-la só custa o bom se comportar
Recuperá-la só com milhões para comprar

HC não se encontra em super mercado
Para quem está e é livre, vale um fósforo queimado
Mas custa milhares para quem está encarcerado
E mesmo um minuto sem liberdade, não vale a pena cada $ roubado

Por isso reitero sem titubear
No meu  baú não há dinheiro
Mas posso ir a qualquer lugar
Com minha liberdade como valioso companheiro

Posso se quiser navegar, e até nadar no mar
Entro e saio de uma cela aqui, ali e acolá
No mar se quiser pego uma onda à vida festejar
E mesmo na cela posso gritar sou livre vou no mar banhar
Lúcio Reis
Belém do Pará-Brasil em 23/03/2019


domingo, 17 de março de 2019


Liberdade e Emoção


Liberdade um valiossimo dom Divino
Entre outros que nos foram doados
Pelo Criador à nós, indistintamente presenteado
Ela se insere em todos os sentidos do viver
Liberdade de ir e vir
Liberdade de agora vou parar
Liberdade para dialogar
Liberdade para pensar
Liberdade para o que quiser imaginar
Liberdade para divagar
Liberdade para contestar
Liberdade para aceitar, logo concordar
Liberdade para aplaudir
Liberdade, óbvio para também apupar
Liberdade para sorrir
Liberdade para cantar
Liberdade para chorar
Liberdade para naturalmente viver
Liberdade para riqueza legalmente construir
Liberdade para se vestir
Liberdade até mesmo para se despir
Liberdade para a ordem e a lei respeitar
Liberdade para aprender e saber ler
Liberdade para interpretar o que leu
Liberdade para usar véu
Liberdade para compor e escrever
Liberdade de ter o mundo ao seu dispor
Liberdade de dedicar à natureza seu amor
Liberdade de poder voar sem ter asas à bater
Liberdade para assimiliar o saber
Liberdade para ver e enxergar:não sou o único aqui
Que só às aves foi dado o poder de voar
E depois do que acima registrei
Conto-lhes o que há pouco vi
E tomado pela emoção
Ao choro não resisti
Fazendo minha caminhada matinal
Ao entrar na Travessa Perebebui
Lateral da área do Bosque Rodrigues Alves
Observo um cidadão
Cabelos bem grisalhos
Um setentão com uma gaiola na mão
 Enjaulada nela uma pequena ave
Ele aproximou-se da grade de ferro
Imaginei: vai ali pendurar a prisão
Para amenizar no pássaro a tensão
Proximo ao verde da vegetação
Porém, acelerou meu coração
Com a seguinte interrogação:
E se ele veio soltar o indefeso pássaro?
Oferencendo-lhe novamente a plena liberdade?
Parei, aguardando o desfecho da cena poética
Para minha alegria ocorreu a segunda alternativa
O idoso outorgou ao bichinho o álvara de soltura
Abriu-lhe a porta da gaiola e o deixou ir para qualquer galho
E neste domingo foi em alguma árvore cantar
Não me contive e fui ao encontro do libertador
Parabenizei-o, agradeci pelo que me fez presenciar
E lhe contei de minha emoção
Disse-me ele: compro as aves na feira e venho soltá-las
É caro leitor, como visto nesse simples ato
Mas de um valor sem igual
A natureza criada por Deus
Não está totalmente perdida
Apesar das realidades ora vividas
Ainda há um caminho para solução
Enquanto houver uma digna alma a promover a liberdade
Com abençoado coração
Podemos pressentir que a liberdade com responsabilidade
Não será veículo para tudo destruir
Mas sob as bênçãos de Deus construir.
Lúcio Reis
Belém do Pará-Brasil em 17/03/2019.


sexta-feira, 8 de março de 2019


Sorriso de Mulher
 Passeando pela praia
A Mulher e seu sorriso
Gera grande e ruidosa revolução
Das ondas do mar quebrando na areia
Para instigar na marola a imaginação

Disputando a corrida em direção a areia
Pretendendo ser a primeira a chegar
Mas ao olharem e enxergarem o belo sorriso
Desmancham-se em espumas
Para os lindos sorrisos homenagear

Seja na passarela, na avenida a desfilar
Dos pés à sua face há que se observar
A elegância, a firmeza a se constatar
Pois o agradável sorriso de Mulher
É a arma que a todo coração faz mais forte pulsar

Ao visitar um extenso jardim
Do principio até o seu fim
O sorriso de Mulher cria rebuliço
Rosas, dálias, margaridas e até o jasmin
Fazem carinha de espanto e beiço de choro
Numa exclamação com uníssono coro
E quem sabe até com um pouco de despeito
Aplaudem a Rainha e seu sorriso com reverente respeito

Mas neste 8 de março a ela todo puro sentimento
De respeito, de carinho, de valor e de amor a todo momento
Pois não é e nem será demais relembrar
Que é com muita indescritível dor
Que a mulher cria, dá a vida a chorar
E de imediato vem o sorriso ao novo ser celebrar e cantar

Lúcio Reis
Belém do Pará-Brasil, em 08/03/2019


sábado, 26 de janeiro de 2019


Irresponsabilidade x Impunidade


Nosso Território, por certo é abençoado
Por Deus e seus Anjos guardado
É sem dúvida muito privilegiado
De catástrofes naturais protegido e afastado

Porém, o brasileiro é de modo geral
Dotado de personalidade de ato fatal
Repleta de irresponsabilidade sem igual
Fortalecida pela impunidade marginal

Aqui não temos e nem “nascem” vulcões
Logo, não há destruidoras erupções
Nem lavas que deixam rastro de destruições
Eliminando pessoas e vegetações

Mas o brasileiro cria, inventa irresponsabilidades
Meios de arrasar vidas, cidades
A lentidão jurídica processual patrocina impunidades
E o jogo de empurra, empurra se torna realidades

Ontem o “vulcão” em Mariana despejou destruição
A lama desceu matando e sem perdão
Muitos até hoje amargam a humilhação
E a toga fala, fala e não sentencia a solução

Hoje em Brumadinho outro “vulcão” de rejeito desce a ladeira
Com idêntica e, como reprise na mesma maneira
Apagando vidas e sonhos na sua rota
E o povo atônito exclama: de novo essa marmota!

Doravante iremos ouvir e assistir
O script das desculpas de ontem se repetir
Os dias passam, a impunidade ressurgir
Até outro “vulcão” resolver explodir

A imprensa falará diariamente
Reiterando as desculpas de toda gente
Os dias passarão, e tudo vai saindo da mente
Até outra destruição surgir solenemente.
Lúcio Reis
Belém,Pa, em 26/01/2019

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018


Razão para Escrever


Vivo a procurar
Razão para criar
No papel registrar
O que a imaginação moldar
Bobagens do pensar
E depois tudo digitar
Até ficções do meu imaginar
E aqui lhes vir mostrar

Gostaria de saber
No estilo cordel escrever
Mas a mente faz-me perceber
Creio até, ao meu total compreender
Sem enganar-me e por isso ao meu ver
Essa barreira não conseguirei romper
Portanto, vou me conter
E apenas essa vontade ter
E cordelista não vou ser

Até pensei em algum local ir
Criações cordelistas adquirir
Lê-las a vontade e também rir
Aplaudi-las e exprimir
Que natural criação ao sorrir
Simples, verdadeiras ao referir
Histórias felizes e também do ferir
E as otimistas crendo no porvir

É muito legal o tema da cor
Infelizmente aí pode entrar a dor
Mas tudo superado ao falar de amor
Sentimento de Deus, um primor
Sendo Ele o nosso Criador
E ao falar de Deus, vai-se a onde for
Lá Ele estará nos protegendo com fervor
Basta crer e elevar uma prece ao Senhor

E agora depois do ar, er, ir e or escritos
Teria na sequência vir o ur, como visto
Afinal usei as vogais e o “r” e nem despisto
Fui tentar com ur inventar
Para esta criação encerrar
Puxei pela imaginação à encontrar
Porém, catei e procurei e nada a mostrar
Assim quem puder e se dispor a ajudar
E uma parceria formar
É só as palavras informar
E aqui com satisfação vou juntar
Lúcio Reis
Belém do Pará-Brasil, em 03/12/2018


terça-feira, 27 de novembro de 2018


Doentes?


Não é simples dor de dente
É muito fácil confirmar
Pela reação são doentes
Não é difícil constatar
Não necessita ser médico
Brasileiro, argentino ou cubano
Qualquer bom senso pode atestar
A visão vê mas não pode enxergar
O tímpano ecoa mas não consegue escutar
A realidade escancara
Mas milhares não a encara
Pois o mal não é geral
Mas o que se testemunha é letal
O inconformismo é indiscutível
O radicalismo é soberbo e visível
São entre outros os sintomas do doente
De extremismo como protestante
Ameaçando destruir e até matar
Quem lhe faz ou fizer parar
Ou apenas contrariar
Para os sem discernimentos
Perceptível em alguns comportamentos
A cura ou o benéfico remédio
Quem sabe venha e chegue com o tédio
Com o passar do tempo
Mestre de todas as cicatrizes
Até aquelas de profundas raízes
O Brasil retomando o sucesso
O cidadão sentindo e vendo o progresso
Os ladrões cumprindo a sentença do processo
Que decretou na cadeia seus recessos
Excluindo dos poderes o parasitismo
Dos vermelhos com todo seu cinismo
E assim somam-se os anos
Muitos concluirão: sim houve banditismo
Quem sabe na cor de outros panos
Que mudarão a tonalidade
Depois de décadas atrás de grade
E os que estão do lado de fora
Que os aplaudiam outrora
Percebam e sintam a enganação
Consigam concluir ter havido armação
Descarada trama de traição
Objetivando no poder a perpetuação
Iludindo o eleitor, povo humilde
Roubando sua dignidade
Usando-se do País com indignidade
Mas a espada de Luz os enfrentou
Não foi preciso sangue derramar
Ninguem pegou em arma e lutou
Apenas na urna digitou
Com seu voto cada um destronou
O petismo que a muitos prejudicou
E então em 01 de janeiro 2019
Nascerá um outro Brasil para brilhar
E o Gigante acordado vai sim prosperar
E os doentes de hoje vão sarar
Seus olhos e ouvidos voltarão a funcionar.
Lúcio Reis
Belém do Pará-Brasil em 27/11/2018



segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Bandeira do Brasil


Já tens teu belo hino e orientação
E tuas cores gravadas nos corações
Dos brasileiros do bem e suas reais emoções
Com ordem, progresso e respeito no coração

Quando hasteada lá fora à nossa visão
Faz-nos pulsar forte o pátrio sentimento
Apesar de tudo e de muitos, neste momento
Sente-se sim, muito orgulho desta Nação

Vamos mudar, e tudo recomeçar
Redescobrir úteis valores sem tropeçar
Irmanados na legalidade o grande abraçar
Esquecendo o passado do condenável destroçar

Somos uma Nação abençoada
Nosso Pavilhão espelha o cruzeiro
Em cada região um estado ordeiro
Que no amanhã brilhará igual e por inteiro

Sim, não olvidamos a violência da destruição
Dos sem respeito, que te ultrajam sem noção
Queimando-te em praça pública, em ato de aberração
Mas, és maior e o amor por ti, apaga essa maldição

Progresso é a orientação com convicção
Que, com certeza chegará com organização
E no mastro continuaras a tremular
Sob o vento da paz, amor e do confraternizar

Por isso, reiteradas vezes já proclamamos
Convictos sabemos e gritamos
Jamais serás vermelha da opressão
Tuas cores da liberdade é a nossa representação.
Lúcio Reis
Belém,Pa-Brasil em 19/11/2018.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Audiência Judicial Ex Presidente

Historicamente ex presidente é fato
Para sempre presidiário de fato
14 de novembro 2018 audiência judicial
A lei x o crime, na autoria do mal
O código penal x o cidadão do mau
Outra vez réu em audiência penal
A defesa do estado, da sociedade
No banco do réu a criminalidade
Não um mero urbano bandido
Mas ex presidente denunciado
Que não disparou contra a autoridade
Mas sim, foi incorporando a autoridade
Que com a caneta fuzilou o povo iludido
Gente pobre, esperançosa e humilde
Ludibriada com esmola e promessa da inverdade
Ferida reiteradas vezes em sua dignidade
Enquanto ele recebia pela ilegalidade
Cavava o buraco para enterrar o País
Não conseguindo totalmente por um triz
Arrogante como dante
Debochado como sempre e antigamente
Pousando de desinformado inutilmente
Pois diante de si a mulher juíza elegante
Firme, senhora de si, competente
Conduzindo o feito com respeitabilidade
Exercendo sua brilhante função com autoridade
Magistrada que orgulha nossa coletividade
Por isso escrevo para homenagear
A Justiça Brasileira sem titubear
Contra a qual sempre há alguém à mal falar
Registrando ser tendenciosa
Beneficiando a alta classe criminosa
E assim a Dra Gabriela Hardt no Paraná
Figurando na exceção da dita normalidade
Merece um brinde com doce guaraná
Mostrou ao País e ao mundo haver mulher de valor
Deixando o povo de bem feliz a lhe ofertar ramo de flor
E os corruptos em pânico, alvoroço
Por sentirem a corda outra vez no pescoço
E para usar o mote do momento, ouça lhe peço
Gabriela Hardt #elasim com aplausos e louvor
Crime do colarinho branco #elenão, que horror!
Lúcio Reis


Belém do Pará-Brasil, em 15/11/2018